37 • Novo Jardim botânico, 001 • Barcelona, Catalunha (Esp.) • Arquit.-paisag. : C. Ferrater, J.-Lluis Canosa, B. Figueras, A. Bossy, J. Pedrola, (desde 1995) • (Foto 2009)

Barcelona, cidade aberta

Os últimos anos do século passado favoreceram o crescimento econômico de Barcelona. Levada por uma remodelagem do território e da imagem para a organização dos Jogos Olímpicos, considerada necessária pelas autoridades, a cidade foi totalmente renovada, seguindo uma determinação global de fortes investimentos públicos. Renovações urbanas, novos prédios, reestruturações, centros de atividades comerciais e/ou culturais tiveram desenvolvimentos certamente bem-vindos. E hoje, novas siluetas rivalizam no horizonte com as flechas da Sagrada Família, observadas desde os terraços do Parque Güell de Antonio Gaudí.
Cidade quente e muito povoada, Barcelona teve de pensar simultaneamente como iniciar as obras e respirar, abrindo novos espaços à beira-mar e parques públicos com múltiplas funções... do centro à periferia mais afastada. Se a gestão da água claramente não foi pensada para irrigar vegetações muito exigentes, foi feita para refrescar a população, demonstrando pelo exemplo que é possível tomar banho num parque público sem convocar esquadrões de vigias de toda espécie. Tais parques – certamente precursores de um novo modelo de escrita dos espaços públicos – podem apresentar ao mesmo tempo a configuração de um jardim, de uma praça, de um terreno de esporte, de um local de passeio e de um espaço de reunião. Essa diversidade de funções foi implementada com grande diversidade de estilos cujo elemento comum continua sendo a clareza do desenho dos espaços em detrimento da riqueza botânica e da abordagem ecológica, privilegiadas em outros países da Europa.