44 • Landschaftspark, 002 • Duisburg, (47137) (Al.) • Paisag. : Latz und Partner, (desde 1991) • (Foto 2010)

Vestígio industrial

“O prazo entre a cessação total das atividades da fábrica e o início da reabilitação foi bem curto, já que grande parte do sítio já havia sido fechada para qualquer atividade industrial... Isso nos permitiu conservar construções, ou até reabilitar algumas, não para fazer monumentos, mas para atribuir outro uso, pela transformação.
A questão principal era definir como utilizar um terreno industrial sem voltar ao estágio pré-industrial. Uma das opções era criar um tapete uniforme a fim de fazer um parque como o das Buttes-Chaumont ou de um jardim inglês. Desde o início, eu sabia que não ia seguir esse caminho. Que, ao contrário, usaria informações dadas pelo espaço – imagens dos elementos arquitetônicos – a fim de reutilizá-los para aproveitar a paisagem.
A segunda questão era saber o que podia significar o termo ecologia num lugar como esse. E foi pensando nisso que se impôs a ideia de que era preciso superar a oposição entre técnica e natureza a fim de criar esta unidade.
Uma das questões colocadas era saber se era possível utilizar as estruturas existentes... Para isso, era preciso transformar as normas de segurança industrial em normas necessárias a fim de tornar o espaço acessível a todos.
Depois, a questão da escolha dos elementos a conservar constituiu a segunda etapa do trabalho... Descobrimos uma perspectiva muito interessante a partir das muitas vias férreas que serviam para a circulação do minério. Escolhemos estes elementos para renovar e imaginamos os deslocamentos dos visitantes no sítio graças a esses planos inclinados existentes, o que era muito mais interessante do que um esquema de jardim clássico.
A nossa estratégia consistiu em realizar no local um trabalho de fundo sobre a observação e a compreensão da linguagem da paisagem existente... Trabalhamos, sobretudo no início, nos pequenos espaços, integrando-os mais tarde ao sítio, respeitando a trama da paisagem existente.” (Peter Latz in "Des jardins dans la ville"/Michel Corbou, arte/La Martinière, Paris, 2011)