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Arquiteturas

Não há jardim público sem arquitetura. Ela está no cerne do projeto. Que se trate de abrir perspectivas, modelar os níveis, criar espaços sem fim ou quartos de confidencialidade, o desenho do paisagista pensa primeiro na largura, no comprimento, na altura dos solos que lhe permitirão mais tarde criar os ajustes necessários ao seu propósito. Nos interstícios do jardim clássico (e, particularmente, do jardim à francesa), o vegetal não tem lugar. Questão de técnica ? Questão de know-how ? Ou então questão de encenação da representação do poder. O jardim deve ser uma simbolização estética da força e do poder. Não há lugar para nenhum florescimento oculto ou dissimulado. Então, o mito ou o incongruente, o extraordinário ou o maravilhoso serão convocados. Nesses espaços intermediários, as divindades mais diversas encontram um nicho de entretenimento que pontua a pompa declarada com ostentação, com um riso faceiro e salutar.