69 palavras 23 Apenas uma leitura do mundo

Apenas una leitura do mundo
Seja pela escolha da estação, da tomada ou do material utilizado, ou ainda pela escolha do quadro da imagem, o fotógrafo propõe ao público um olhar que não pode ter nenhum valor de verdade. A objetividade também não tem lugar. Não existe. Todas as fotografias desta mostra são a soma de múltiplos encontros com lugares e, não raro, com os próprios autores. Sendo o jardim o terreno por excelência sobre o qual todos, sem exceção, têm uma opinião e um olhar, fica óbvio que todas as imagens apresentadas aqui são contestáveis por múltiplas razões. Apenas gostaria aqui que minha leitura do mundo enriquecesse a reflexão sobre a nossa relação com a cidade e sobre o espaço que cristaliza o nosso ideal de vida.
“Toda a bizarrice do homem, e o que tem nele de errante e desgarrado, talvez coubesse nestas duas sílabas : jardim.” Louis Aragon, O Camponês de Paris. 1926