69 palavras 63 Rei de Europa

Rei de Europa

Carvalho-vermelho, cabeludo, pubescente, carvalho-negral, carvalho-da-europa, de folhagem caduca, verde, carrasqueiro ou carvalho-cortiça como aqui, de folhagem persistente ; mas também carvalho da Hungria, da Macedônia, carvalho-amarelo, carvalho quercitron, carvalho-dos-pântanos... Algumas das quatrocentas e cinquenta e seis espécies do Quercus (carvalho) que dominam os campos da Europa e a mitologia ocidental. Zeus tem o carvalho como emblema. Os celtas e os gauleses o cultuavam com fervor. Três espécies (pubescente, séssil e pedunculado) crescem na França, que é o segundo maior produtor mundial de sésseis e de pedunculados.
O carvalho domina o imaginário europeu, sem dividir seu lugar no Panteão. No jardim de Varengeville (ver “37, O desígnio do desenho”), a poda que lhe dá Pascal Cribier sugere que os galhos dispostos em raios estão acariciando o gramado e apaziguando o espaço. No pequeno sobreiral do Rayol, no declive da entrada do vale, sua força acumulada em muitos séculos de vida, dá ao jardim o impulso fundador. Os jardineiros da Quinta apelidaram-na de “origem do mundo”.