A eternidade do mundo vivo

A eternidade do mundo vivo

Se a suavidade da luz e a pátina da pedra remetem inelutavelmente à imagem de um período em que os castelos e domínios religiosos cultivavam uma vida mansa de uso estritamente privado, sabemos, entretanto, que muitas revoluções foram violentamente fatais para os moradores privilegiados desses refúgios verdes. Os historiadores dos jardins concordam, no entanto, em reconhecer que, se as guerras conseguiram destruir, de forma mais ou menos metódica, os castelos e os parques que os cercavam, nenhuma revolução assolou ou destruiu esses jardins das classes execradas. Da mesma forma, as veneráveis instituições do Museu de História Natural, quer em Montpellier quer em Paris, não sofreram com a falta de financiamentos públicos durante os anos conturbados que se seguiram a 1789.
O respeito do ser humano foi mais forte que a sede de violência, conjugado com certa humildade diante das ferramentas de um conhecimento ainda por vir.